Ontem de manhã fui conhecer a e1 Solutions, empresa onde vou começar a trabalhar em breve. Christian, o Chefe
8), me apresentou a Thomas E., meu responsável e depois ao resto do grupo de programadores.
Primeira impressão:
todos, sem exceção, falam inglês, quem melhor, quem pior. Mas não aconteceu de ter que ficar calada porque não entendia o alemão e meu interlocutor não sabia o inglês. Além disso, já combinamos que, quando eu estiver fazendo o meu curso, vamos falar alemão um par de dias por semana, pra me ajudar a melhorar o conhecimento da língua. Pô, se penso que na Itália (no Brasil, deixa pra lá......) as pessoas ficavam de saco cheio quando eu não conseguia falar direito o italiano... sem contar aqueles que, quando você diz
I don't understand you (não te entendo) pensam que estou dizendo
I'm deaf, so, please, scream as louder as you can (sou surda, então, por favor, grite o mais alto possível)
8/E hoje, visto e considerado que estou pra me embarcar nessa aventura em Graz, fui fazer o meu visto austríaco. O Paolo me levou no escritório onde eu deveria dar entrada na papelada. Quando entrei lá, fiquei pasma, inclusive perguntei "amore, vc tem certeza que é aqui?!". Praticamente tem uma máquina onde vc pega uma senha, e pra cada pessoa com quem vc tem que conversar (atenção, tinha a lista dos nomes publicados do lado da maquininha, eh?) vc vai em uma sala diversa. Do lado tem a sala de espera, que é completamente diferente do
ufficio stranieri de Piacenza: as pessoas que estavam lá aguardando a própria vez não tinham aquele ar de preocupação, do tipo "ossignore, será que vão me tratar bem agora?". Esperei nem meia hora, e fui chamada.
A senhora com que eu tinha que falar me diz "
blah blah blah?" em alemão, e eu respondi "I hope so
8)" em inglês. E disse ainda "three hundred and five....", 305, no caso, que era a minha senha. Esse foi o clique pra mulher acender a tecla SAP e falar comigo o tempo todo em inglês. Inclusive ela se lembrava do Paolo (provavelmente porque de italianos charmosos como o meu amore ela viu poucos....
8)), pois quando eu disse que era casada com um italiano ela me diz "ah, mas é aquele rapaz que tá na AVL?"
8) Depois de 10 minutos saí da sala dela, com o pedido do visto de permanência pronto; daqui a 10 dias tenho que ir buscar.
Ah, sim, detalhinho besta: ela não estava enfiada em um cubículo, protegido por um vidro à prova de balas: sua mesa era grande uns 2 metros, com 1 metro e 90 cm ocupados por um monte de práticas abertas, e os últimos 10 cm eram repartidos por mim e por ela.
Bem que eu queria usar agora uma frase de efeito pra fechar esse post, mas só de pensar que amanhã tenho que voltar pra Itália.... pô, parece até que vou acordar desse sonho pra me enfiar em um dos meus piores pesadelos. Menos mal que tem a Chandra e o Surya me esperando, pq senão, voltava pra lá o kct.